Quarta-feira, 08 de Junho de 2011 - 08h27
Operação interestadual já prendeu 38 pessoas por contrabando de cigarros
Três pessoas, todas do Rio Grande do Sul, continuam foragidas

Até o início da noite de terça-feira (7), 38 pessoas, sendo cinco policiais militares de Santa Catarina, foram presas nos três estados do Sul em uma operação de combate ao contrabando de cigarros. A primeira prisão foi feita na noite de segunda-feira, em Santana do Livramento (RS). Outras três pessoas, todas do Rio Grande do Sul, seguem foragidas.

Os 41 mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça Federal de São Miguel do Oeste (SC) e os presos foram encaminhados para a Polícia Federal de Dionísio Cerqueira. Lá eles prestaram depoimento e foram levados para presídios do Oeste Catarinense.

— é a maior operação contra contrabando de cigarros já realizada em Santa Catarina — disse o delegado da Polícia Federal, Ildo Rosa.

Conheça a rota do contrabando

Ele informou que os mentores da quadrilha, um de Foz do Iguaçu (PR) e outro de Frederico Westphalen (RS), estão entre os presos. A quadrilha fazia contato com contrabandistas do Paraguai em Foz do Iguaçu.

— A quadrilha negociava no idioma [indígena] Guarani — explicou o delegado.

Depois a mercadoria ia para entrepostos nas cidades paranaenses de Realeza e Francisco Beltrão, de onde partia para a cidade gaúcha de Frederido Westphalen. Dois policiais paranaenses e cinco catarinenses facilitavam a passagem. De Frederico Westphalen a droga era distribuída para o Rio Grande do Sul e Paraguai. Dos 41 mandados de prisão, 12 eram de Frederico.

— Lá era o epicentro da quadrilha — disse Rosa.

A estimativa é que a quadrilha movimentava R$ 5 milhões por mês. Além das prisões foram apreendidos quatro carros e uma motocicleta avaliada em R$ 50 mil, que seriam dos policiais paranaenses.

— Um deles tinha R$ 2,9 mil em dinheiro — informou o delegado.

A operação envolveu 208 policiais, sendo 157 da Polícia Federal, 36 da Força Nacional e 15 da Polícia Militar de Santa Catarina.

A ação faz parte da Operação Loki, em homenagem ao Deus nórdico do fogo e da trapaça. Ela iniciou em junho do ano passsado e, nesse período, já havia apreendido 1,1 milhão de pacotes de cigarro e 39 veículos, entre eles dois caminhões e seis carros clonados.

 

PM já suspeitava do envolvimento dos policiais

Os presos podem ser indiciados por formação de quadrilha, contrabando e descaminho, que podem resultar em penas de dois a quatro anos de reclusão. A Polícia não acredita que haja ramificações desta quadrilha. A partir de agora as investigações prosseguem para tentar confiscar o patrimônio que a quadrilha juntou com a atividade ilegal.


Fonte: Diário Catarinense


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