Terça-feira, 03 de Maio de 2011 - 09h28
Crianças disputam vaga com adultos em UTI no Oeste de Santa Catarina
Estado dispõe de 79 leitos quando a necessidade seria de 110.

Além da falta de Unidades de Terapia Intensiva neonatais, Santa Catarina está com carência de unidades para crianças e adolescentes de 29 dias de vida a 18 anos. O recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria para o Estado é uma média de 110 leitos. Só que o Estado dispõe de apenas 79 vagas.

A situação é complicada principalmente no Oeste do Estado, onde as crianças precisam disputar leitos com adultos na UTI, geralmente lotada, do Hospital Regional do Oeste. O problema foi denunciado pelo chefe do setor de Pediatria da unidade, Ani Werlang, que vai encaminhar um documento ao Ministério Público relatando a situação. Segundo o médico, quando não há leito, há a necessidade de improvisar em outro quarto ou sala.

Segundo Werlang, há pelo menos 10 anos foi pedido ao Governo do Estado a construção de uma UTI pediátrica separada da adulta, para garantir atendimento feito por médico especializado.

Severino Teixeira Filho, diretor da Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, responsável pela administração do hospital, disse que a UTI geral tem 11 leitos, e que dois são reservados para crianças. De acordo com Teixeira, dos 4.066 atendimentos em UTI no ano passado, apenas 16 foram de crianças. Mas reconhece que o ideal seria o atendimento separado.

No Hospital Materno-infantil de Chapecó, que atualmente está fechado, a solução estaria na administração por uma organização social. A medida teria a contribuição do Estado para a abertura de 10 leitos de UTI infantil. Mas tudo ainda está em negociações.

 


Fonte: Diário Catarinense


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