Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011 - 08h52
Bolsa perde mil investidores catarinenses desde janeiro
Volume aplicado por pessoas físicas do Estado diminuiu em R$ 490 milhões

A perda acumulada acima de 20% no ano da Bolsa de Valores de São Paulo está afastando os investidores pessoa física do mercado acionário e implodindo os planos da própria Bovespa de ampliar essa base.

No saldo desde o começo do ano, a Bolsa perdeu 12,6 mil pessoas físicas, 955 delas catarinenses, reduzindo para 598,2 mil o seu número total. A base de investidores de SC recuou 4,22% este ano, segundo pior resultado no grupo dos estados que contam com 10 mil ou mais pessoas físicas com dinheiro aplicado diretamente na Bovespa – no topo da lista está o Espírito Santo (-5,14%).

Além disso, o volume das aplições dos catarinenses diminuiu em R$ 480 milhões (-15,8%), passando de R$ 3,06 billhões, no início de 2011, para R$ 2,58 bilhões em julho.

A ideia da Bolsa, no fim do ano passado, era ter 5 milhões de CPFs cadastrados até 2015, mas diante da turbulência que se abateu nos mercados, a estimativa do prazo para alcançar a meta foi revista para 2018.

Profissionais do mercado avaliam que esse tipo de investidor ainda não se sente seguro em deixar recursos aplicados em bolsa durante períodos turbulentos. O retorno deles só será possível quando a Bovespa sustentar seguidas altas pela frente.

O analista do HSBC Research, Paulo Ribeiro, diz que a aversão geral ao risco global e o fraco desempenho do mercado de ações local reduziu o apetite da pessoa física no segmento da Bovespa. Recentemente, o presidente da Bolsa, Edemir Pinto, disse que se surpreendeu com o comportamento destes investidores, que não saiu em massa diante da crise, o que revelaria o seu amadurecimento.

Os analistas têm uma visão diferente. Para eles, o conhecimento das pessoas físicas sobre o mercado acionário ainda é primário. Elas não resistem à tentação de vender quando a Bolsa engata baixa e comprar só na tendência de alta consolidada.

– A pessoa física ainda espera obter lucro de curto prazo com ações, acaba se desesperando quando vê suas aplicações encolherem e sai da Bolsa prematuramente – diz Alfredo Sequeira, da Fator Corretora.

Em agosto, as pessoas físicas já retiraram quase R$ 500 milhões da Bovespa. Na primeira quinzena do mês, elas compraram R$ 19,7 bi em ações e venderam R$ 20,2 bi.


Fonte: Diário Catarinense


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