A discussão que envolve o mutirão de cirurgias eletivas lotou a agenda do secretário do Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, nesta semana. Ontem, ele foi chamado à Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos.
Hoje (18), o mutirão também deve estar na pauta de dois outros encontros, um deles com secretários municipais de Saúde e outro com lideranças médicas.
às 11h, o secretário recebe representantes das três lideranças médicas do Estado: Sindicato dos Médicos (Simesc), Associação Catarinense de Medicina (ACM) e Conselho Regional de Medicina (CRM).
à tarde, o assunto volta a ser debatido durante a reunião mensal da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) – uma equipe de secretários municipais de Saúde e técnicos do Estado que discutem questões referentes a ambas as esferas.
Na ocasião, os agentes locais devem se posicionar, oficialmente, a respeito da campanha – não se descarta o pedido de retirá-la do ar.
– Não somos contra o mutirão. Mas a SES estabeleceu uma rotina que corre o risco de não acontecer por falta de negociação e planejamento prévios. Nós também não fomos procurados para discutir sobre remuneração – alerta o presidente do Simesc, Cyro Soncini.
A polêmica da campanha envolve, principalmente, a falta de informações claras sobre o projeto que pretende realizar 22,6 mil cirurgias até 2012. Segundo eles, pelo menos dois problemas estão emperrando o seu andamento: a quantidade de pacientes a serem beneficiados e o baixo valor que o Estado quer pagar para a rede hospitalar – R$ 10 mil a cada 50 cirurgias, que corresponde a R$ 200 por procedimento.
Ontem (17), Dalmo participou de uma audiência. O presidente da Comissão de Saúde, deputado Volnei Morastoni, convocou a presença dele para esclarecer todas as dúvidas que envolvem a discussão.
Segundo Dalmo, até ontem, 77 hospitais públicos e filantrópicos já haviam feito o cadastro para participar do mutirão.
– Se, para eles, o valor que oferecemos é suficiente, não há motivo para negociarmos um aumento para outros. Além disso, o fato de muitos municípios não terem uma lista de espera nos surpreendeu. Mas se eles não têm esta lista é porque, então, não existe fila de espera – afirmou.
Fonte: Diário Catarinense
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