Terça-feira, 02 de Agosto de 2011 - 08h49
Tarifa de energia elétrica banca 665 cooperativas de SC
Conta de luz poderia ser 7% mais barata.

R$ 7 de cada R$ 100 pagos à Celesc representam alguma forma de subsídio embutida na conta de luz dos catarinenses. E as maiores beneficiadas são 665 cooperativas de energia espalhadas pelo interior do Estado, que receberam R$ 189,3 milhões, ou 60%, de um total de R$ 317,7 milhões arrecadados no ano passado.

O modelo das cooperativas foi criado numa época em a Celesc não tinha condições de chegar a todos os pontos de SC, seja por questões técnicas ou inviabilidade econômica. Essas cooperativas proliferaram especialmente no Sul do Estado.

Hoje, a grande maioria delas se tornou desnecessária a ponto de os subsídios pagos pelos clientes da Celesc representarem de 60% a 70% da sua fonte de financiamento para seguir operando.

Mesmo assim, não há possibilidade de mudança no curto prazo, porque as cooperativas estão protegidas por um contrato concessão firmado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até 2015.

O montante de R$ 189,3 milhões repassado ao segmento é 9,1 mil maior do que o gasto anual de R$ 2 milhões da Celesc para manter o Programa Luz para Todos, que leva energia elétrica a catarinenses que moram em áreas remotas do Estado.

A questão é se a manutenção das cooperativas é vantajosa ao consumidor, porque elas consomem uma soma considerável de dinheiro para fornecer um serviço que, em tese, a Celesc poderia oferecer de forma mais eficiente e barata.

O diretor da Muller Investimentos, Leo Cesar Muller II, diz que o ideal é saber quais dessas cooperativas realmente prestam um serviço adequado e quais apenas consomem recursos.

Ele argumenta que a identificação das boas e más cooperativas permitiria aos consumidores, que pagam a conta, pressionar pela não renovação das concessões.

Mesmo Muller considera esta possibilidade remota, uma vez que as pessoas, via de regra, não têm interesse em saber para onde vai o dinheiro pago por serviços essenciais e qual o seu retorno.

O presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, afirma que está atento para o problema. Ele se diz aberto para conversar com as cooperativas e buscar uma solução conjunta.

 

Celesc projeta reajuste de 2%

A Aneel divulga hoje o reajuste das tarifas da Celesc. Gavazzoni afirma que a companhia trabalha com um impacto percebido pelo consumidor na conta dentro do intervalo de 1% a 2%– o pedido da empresa era de reajuste médio de 6,18%.

O diretor da Muller Investimentos considera 1% ou 2% pouco porque a inflação no período foi muito maior. índice de inflação que baliza tarifas públicas, o IGP-M para 12 meses fechou em 8,65% em junho.

Leo Cesar II observa que o subsídio da tarifa é bom para o consumidor, mas é ruim para empresa, que fatura menos. Os acionistas também perdem porque veem o lucro cair.


Fonte: Diário Catarinense


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