Terça-feira, 02 de Agosto de 2011 - 09h17
Denúncias mexem com SC
Turismo catarinense é o alvo.

Em meio à onda de denúncias contra o Ministério dos Transportes, que já provocaram demissões de 20 ocupantes de cargos comissionados do governo federal, duas denúncias novas que surgiram nos últimos dias em outros ministérios atingem políticos de Santa Catarina.

Uma fala em assinatura de atestados falsos para uma ONG que funciona em Brasília e que tem laços com o órgão de turismo catarinense. A outra é sobre um suposto esquema de tráfico de influência para favorecer empreiteiras que são doadoras eleitorais do PP, partido que comanda o Ministério das Cidades.

 

Parceria para divulgar SC

Os senadores Paulo Bauer (PSDB) e Casildo Maldaner (PMDB) e os deputados federais Edinho Bez (PMDB) e Valdir Colatto (PMDB) teriam assinado um atestado de funcionamento falso de uma entidade que recebe recursos federais e que tem parceria com SC desde 2008. A denúncia foi publicada pelo jornal O Globo.

Os documentos informam que o Instituto Cia do Turismo está em atividade desde 2003. Mas a ata registrada em cartório informa que a entidade surgiu em julho de 2008.

A ONG é comandada pelo catarinense Jorge Meira, presidente da Santa Catarina Turismo (Santur) entre 2003 e 2006. A entidade é credenciada pelo órgão do Estado para poder se cadastrar no Sistema Nacional de Convênios do Ministério do Turismo e receber dinheiro para execução de projetos.

Em Santa Catarina, a ONG está presente em duas parcerias. A primeira foi feita em 2008, quando o instituto apresentou o projeto "Ações de apoio à comercialização do produto turístico de Santa Catarina".

A entidade recebeu verba federal para contratar uma empresa que produziu materiais gráficos de divulgação. A segunda parceria é um projeto de capacitação de mão-de-obra.

Meira e o atual presidente da Santur, Valdir Walendowsky, garantem que a entidade não recebe recurso do órgão estadual, apenas funciona como facilitador na hora de receber verbas federais.

– é o Ministério que aprova a documentação das entidades. Quem somos nós para dizer para o ministério que elas não podem trabalhar – afirmou Walendowsky.

Meira defende que houve erro de interpretação e que todos os documentos, inclusive aqueles assinados pelos parlamentares, são regulares. Segundo ele, o instituto foi formado em 2008 como continuidade de uma ONG já existente que tinha um CNPJ de 2003.

A ONG denominada Conexão de Ideias e Ações arrecadava recursos para caridade. Embora o instituto tenha objetivo diferente, o de promover o turismo, Meira preferiu manter o CNPJ pela facilidade burocrática.

 


Fonte: Diário Catarinense


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