Sexta-feira, 14 de Maio de 2021 - 13h31
Delegado diz que autor ‘atacaria qualquer pessoa a qualquer momento’
Polícia Civil concedeu entrevista coletiva sobre a conclusão das investigações
Foto: Reprodução

O delegado Jerônimo Marçal Ferreira, responsável pelas investigações da chacina praticada em uma creche em Saudades, disse em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (14), que Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, poderia atacar qualquer pessoa diante da raiva que sentia.

O jovem provocou a morte de cinco pessoas, entre elas, três crianças, no dia 4 de maio deste ano.

“A raiva dele era contra qualquer pessoa, ele atacaria qualquer pessoa a qualquer momento. Ele deixou bem claro também que [a escolha do local] foi pela fragilidade das vítimas”, afirmou o delegado.

Fabiano matou os bebês Ana Bella Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses, Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses, e Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses.

Também foram assassinadas a professora Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, e a agente educacional Mirla Renner, de 20.

O bebê de 1 anos e 8 meses que sobreviveu ao ataque, Henryque Hübler, recebeu alta na tarde do último domingo (9). Ele foi recebido com festa em uma cerimônia realizada por vizinho na volta para casa.

“Ele queria matar o máximo de pessoas”, afirmou ainda o delegado.

Jerônimo também relatou na coletiva que o autor agiu com pressa e planejou o ato. “Ele planejou a ação há vários meses, desde o ano passado ele estava planejando”.

Preso preventivamente

O autor da chacina tentou suicídio depois de assassinar as vítimas.

Com cicatrizes no pescoço, ele recebeu alta na manhã de quarta-feira (12), do Hospital Regional do Oeste (HRO).

Fabiano saiu da unidade de Chapecó direto para a prisão. O jovem embarcou em uma van do Departamento de Administração Prisional (Deap) já com uma roupa de presidiário.

A Polícia Civil ouviu mais de 20 testemunhas ao longo das investigações.

As autoridades ainda apreenderam objetos na casa do rapaz, incluindo um computador com várias fotos e vídeos de violência.

O inquérito da Polícia Civil será encaminhado ainda nesta sexta-feira ao Ministério Público.


Fonte: Oeste Mais


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