Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2021 - 16h21 - Atualizado em: Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2021
Prefeito de Chapecó: ‘O contágio está muito veloz, é avassalador’
João Rodrigues disse à Rádio Bandeirantes que a cidade está em "colapso total neste momento"
Foto: Prefeitura de Chapecó / ND

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), admitiu que a saúde pública está em colapso no município devido ao aumento de casos positivos de coronavírus e mortes. Os dois hospitais estão superlotados e sem leitos de UTI Covid disponíveis. As demandas dos ambulatórios de campanha cresceram por conta do atendimento de pessoas com sintomas da doença, e as equipes médicas estão defasadas.

“O contágio é muito veloz, as pessoas que estão indo para a UTI não são mais os idosos ou quem tem alguma comorbidade, são recém nascidos, crianças, jovens, homens da média idade. Não tem critério nenhum, o contágio é avassalador”, resumiu em entrevista à Rádio Bandeirantes, nesta manhã de terça-feira (16).

O Boletim Epidemiológico desta manhã detalha que Chapecó tem mais de 2,4 mil pacientes com o vírus ativo e 1,2 mil ainda aguardam resultado de exames. Quatro mortes foram confirmadas nas últimas horas e o número de óbitos chegou a 161. “É algo que jamais imaginamos que aconteceria em uma cidade com a qualidade de vida e o porte que tem Chapecó, mas nós estamos em colapso total neste momento”, completou Rodrigues.

“O milionário e o sem teto tem o mesmo peso em Chapecó neste momento, não muda nada se estiver com dinheiro no bolso, você não consegue comprar UTI. Agora temos que ter equilíbrio e calma”, finalizou.

Nova cepa

O aumento repentino de casos positivos acendeu um alerta no município por conta da nova cepa do coronavírus identificada primeiramente em Manaus (AM). Entretanto, não tem estudo que comprove a atuação da variante P.1 na região. Segundo o prefeito, os médicos que atuam na cidade não descartam que ela seja a responsável pela contaminação em massa.

“Os sintomas são de que ela já está aqui, pois se você se contaminar, pode ser até sintomático, mas para outras pessoas é questão de dois dias para estar na UTI. ano passado tinha até sete dias para tratar”, comentou.

Por conta do caos na saúde local, bares, baladas, tabacarias, igrejas e atividades esportivas foram suspensas até dia 22 de fevereiro. “Mantemos aberto o comércio e a indústria, o mínimo necessário para a economia não colapsar também. Acredito que o efeito das ações de agora estará presente em 20 dias”, comentou.

“Tem muita gente fazendo carnaval, festa e achando que está tudo muito bem. Estamos em uma parceria com o governo federal, governo estadual e a prefeitura para abrir de forma urgente 28 leitos de UTI e enfermaria para acomodar pacientes que estão em situação de UTI, mas estão fora dos leitos”, finalizou João Rodrigues.


Fonte: ndmais.com.br


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