Terça-feira, 26 de Novembro de 2019 - 13h53 - Atualizado em: Terça-feira, 26 de Novembro de 2019
​Lomba recebe advertência do STJD por carrinho no Gre-Nal
Relator do processo aplicou pena mínima de um jogo ao goleiro
Foto: Reprodução

Advertência. Essa foi a punição dada ao goleiro do Inter Marcelo Lomba – denunciado por entrada violenta – pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol nesta terça-feira pelo carrinho dado no atacante Luciano, do Grêmio.

Os auditores da Segunda Comissão Disciplinar consideraram que a prova de vídeo, somada às declarações posteriores do jogador, confirmaram o medo de causar dano ao adversário.

“Entendo que está bem modulada no artigo 254 e, levando em conta o arrependimento e a primariedade do atleta, aplico uma partida de suspensão e converto em advertência”, decidiu o relator do processo, Felipe Diego, acompanhado pelos Auditores Sônia Frúgoli, Francisco Honório, Fernando Cabral Filho e pelo presidente Ivaney Cayres.

O clássico Gre-Nal em que o caso ocorreu foi realizado na 30ª rodada do Brasileirão, no dia 3 de novembro. Lomba foi expulso aos 5 minutos do segundo tempo após disputa com Luciano.

Na tentativa de recuperar a bola, o goleiro deu um carrinho no adversário já com o jogo paralisado.

Com a decisão, o goleiro está à disposição do técnico Zé Ricardo para a continuidade do Brasileirão.

Nesta quarta-feira, o Colorado enfrenta o Goiás, às 19h30min, no Beira-Rio, em busca de conquistar uma vaga para a Libertadores do próximo ano.

Por meio de videoconferência, Lomba acompanhou o julgamento e prestou depoimento.

“O bandeira já está convicto do impedimento e o lance pararia. Me atiro na bola para proteger e interpor meu corpo entre o Luciano e a bola para que o lance não se perca e a bola se reinicie o mais rápido possível. Pedi desculpa ao Luciano se ele achou que em algum momento coloquei a integridade dele em risco. Minha intenção não era essa e nunca fui expulso por fazer falta ou agredir alguém. Não é meu perfil dentro e nem fora de campo”, disse Lomba.

Apesar disso, a Procuradora Natalie Lassance manteve o pedido de condenação.

“O próprio atleta reconhece que empregou a força excessiva. A Procuradoria reitera o pedido de punição no artigo 254”

O advogado do Inter, Rogério Pastl iniciou sua defesa afirmando que a primeira atitude do goleiro após a expulsão foi pedir uma coletiva para pedir desculpas.

“Eu enquadraria em ato de hostilidade. Tinha um impedimento claro e ele quis reiniciar a partida rápido e acabou esse excedendo. Se fosse um carrinho com força excessiva o adversário teria sido atendido ou causado qualquer problema maior. Não me atrevo a pedir a absolvição, mas que a pena seja de uma partida e convertida em advertência entendendo que o enquadramento melhor seria no artigo 250 por ato de hostilidade”, concluiu.


Fonte: Correio do Povo


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