Sábado, 05 de Janeiro de 2019 - 13h51
Renato se recupera bem após cirurgia cardíaca, diz médico
Leandro Zimerman confirmou que procedimento foi muito tranquilo
Foto: Lucas Rivas / Rádio Guaíba

A cirurgia de correção de arritmia cardíaca do técnico Renato Portaluppi foi concluída com sucesso no início da tarde deste sábado, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Conforme o médico Dr. Leandro Zimerman, responsável pelo procedimento, tudo correu bem e o treinador gremista já está acordado e deve ter alta dentro de 48 horas.

O médico do Grêmio, Paulo Rabaldo, contou que Renato acordou fazendo brincadeiras com a equipe médica quando pediram para ele mexer o pé esquerdo: "Esse foi o gol de Tóquio". "Acho que foi excepcional, o resultado foi o melhor possível", afirmou Rabaldo, acrescentando que Renato está com o ritmo cardíaco normal.

Na coletiva de imprensa realizada após a cirurgia, Zimerman relatou as etapas do procedimento.

"Nós fizemos duas coisas. Primeiro ele fez um ecocardiograma transesofágico, que é um exame prévio ao procedimento, por volta das 7h30min. O procedimento em si, da ablação, começou por volta da 8h30min, 9h e terminou pelas 12h30min", detalhou.

O procedimento foi feito com catéteres que se colocam pela virilha e vão até o coração. "Cáteteres são fios que se coloca e se vê onde tem que cauterizar e se faz cauterização por meio desses fios.

Para se chegar no local que precisa de cauterização, a gente tem que passar do lado direito do coração para o lado esquerdo do coração e para isso, então, é feita uma chama punção transeptal", explicou.

Embora as arritmias e o estresse tenham uma relação, Zimerman destaca que Renato não precisará fazer grandes mudanças em seu estilo de vida.

"Ele poderá ser o mesmo e se acontecer de ter arritmia, a gente vai tratar de novo", enfatizou, afirmando que embora tenha risco de recorrência, a doença tem tratamento.

Por isso, o médico ainda fez questão de separar doenças que tenham alto risco de morte súbita, que exigiriam recomendações restritivas, com um caso de arritmia que não tem esse risco imediato.

"O grande problema desse tipo de arritmia é sintoma, é a pessoa sentir palpitação, cansaço, é a chance de formar coágulo e fazer derrame, é a chance de ficar com demência mais precoce. Então dá para conviver com isso", disse ele.

Zimerman esclareceu que a necessidade de cirurgia em Renato se deu em virtude da arritmia estar se tornando mais frequente. "Se a gente entende que o Renato tem mais 40, 50 anos de vida pela frente, não teria por que deixar ele correndo esse risco por esse tempo", destacou.

Renato, no entanto, terá que passar por cuidados pós-operatórios. Ele terá que tomar anticoagulantes, como ocorre neste tipo de procedimento, e terá que evitar choques nos primeiros três meses após a cirurgia.


Fonte: Correio do Povo / Guaíba


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