Terça-feira, 14 de Junho de 2022 - 07h39
Como Mano Menezes afastou temor de queda e levou Inter ao G4
Técnico ainda não perdeu no comando da equipe
Foto: Ricardo Duarte/ Internacional

O Internacional mudou de patamar. Se antes a torcida temia por um Brasileirão lutando contra o rebaixamento, desde a chegada de Mano Menezes o time se estabilizou e agora está entre os primeiros colocados da competição. A nova realidade tem muito a ver com a troca de comando e se reflete dentro de campo.

"Não sabemos onde podemos chegar. Quando eu cheguei [ao Inter], muita gente falava que o Inter jogaria para não cair. A avaliação não pode mudar tão rapidamente, porque o futebol é dinâmico. Mas temos que ter cuidado e inteligência para não nos levarmos por uma empolgação, porque é cedo e a amostragem é pequena. Mas é gostosa. A amostragem é motivadora, aumenta a confiança, claro que sim. Se fosse o contrário, todos estaríamos preocupados em não enxergar um caminho. Me parece que o momento nos mostrou o caminho que podemos seguir. Onde ele irá nos levar? Não sabemos porque é muito cedo. Para todos, não só para o Inter", disse o técnico após a vitória sobre o Flamengo, no último sábado (11).

Mudanças no time

Antes da chegada de Mano Menezes, o Inter era um grande ponto de interrogação. Com Alexander Medina, não havia um padrão de atuação. Muitas trocas em vários setores ocasionavam dúvidas sobre qual jogador poderia ocupar cada função.

O rendimento em campo também era muito abaixo do esperado. Com poucos momentos positivos ao longo de todo início do ano, o Colorado amargava eliminações pesadas, como a da primeira fase da Copa do Brasil contra o Globo-RN, e a semifinal do Gauchão contra o Grêmio, levando 3 a 0 em casa no jogo de ida.

Repetidamente, o time sofria com improvisações. E desde a chegada de Mano, isso não aconteceu mais. Além disso, atletas como Rodrigo Dourado e Rodrigo Moledo ganharam mais espaço. Alan Patrick acrescentou qualidade ao meio, Renê estancou o vazamento pela esquerda, e a equipe cresceu.

Padrão coletivo

O Inter, então, ganhou padrão coletivo. Atualmente, o time cresce dentro de um mesmo desenho tático, marcando com duas linhas de quatro jogadores e utilizando três mais adiantados na fase ofensiva dos jogos.

A grande alteração da equipe, porém, veio na defesa. Um pouco mais recuado e defendendo a meta de Daniel com mais gente, o Colorado acabou com a chuva de gols sofridos que atrapalhava a conquista de resultados desde o início da temporada. Mano, como ele mesmo disse, primeiro solidificou o setor de retaguarda, deu padrão para a equipe e, agora, aos poucos passa a acrescentar situações ofensivas.

União, experiência e parceria

Se o time em campo não rendia até a chegada de Mano Menezes, fora dele também havia sinais claros de problemas. A relação entre jogadores e torcida era muito ruim, com vaias a vários atletas do elenco. Os aficionados já pouco compareciam aos jogos, sem qualquer esperança de melhora.

Aos poucos, Mano estabeleceu uma relação de parceria com o grupo, mostrando necessidades e apoiando evoluções. Segundo apurou o UOL Esporte, o discurso direto e verdadeiro com os atletas pesou na retomada do vestiário vermelho.

E passo a passo alguns quadros melhoraram. Rodrigo Dourado, por exemplo, já recebe menos cobranças do que antes. O mesmo vale para Edenilson.

Invencibilidade, depois vitórias

Arrumando o time e retomando as rédeas do vestiário, restava apenas uma ponta para o crescimento da equipe: resultados. E isso levou algum tempo. Mano, primeiro, ao consolidar a equipe defensivamente, conseguiu evitar as derrotas, mas faltavam boas vitórias.

Na Sul-Americana elas vieram, afastando a ameaça real de não passar da fase de grupos deixada por Medina. Contudo, no Brasileiro demorou mais. O Inter teve uma série de empates e, ainda que invicto, derrapava na tabela.

O último ato veio apenas nas rodadas mais recentes, quando os triunfos contra Red Bull Bragantino e Flamengo, combinado com o empate fora de casa contra o Santos, catapultaram o Colorado ao quarto lugar na classificação.

Mano segue sem perder no reservado vermelho. São 13 jogos, com seis vitórias e sete empates. O Inter não sabe o que é derrota há 15 partidas, contando o último empate de Medina e a vitória sob comando de Cauan de Almeida, auxiliar técnico permanente do Colorado.


Fonte: Uol/esporte


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