Segunda-feira, 14 de Setembro de 2020 - 08h11 - Atualizado em: Segunda-feira, 14 de Setembro de 2020
Zagueiro no ataque e 55 cruzamentos: Inter "parou" contra lanterna com 10
Colorado perdeu chance de conquistar vitória fora de casa
Foto: Ricardo Duarte/Divulgação, Inter

O líder do campeonato contra o lanterna. Com 2 minutos de jogo, um jogador do time que estava em último é expulso. O cenário, que indicaria clara vantagem para o primeiro colocado, não foi suficiente ontem (13) em Inter e Goiás. A derrota por 1 a 0 para o time — que deixou o posto mais inferior da tabela — se construiu com uma jornada longe do que o Colorado já fez em 2020.

O time do técnico Eduardo Coudet tem ações pautadas pelo futebol ofensivo. Costuma criar com jogadores de frente aproximados. Dois atacantes, dois meias, um jogador centralizado que une defensores e linha de conclusão e os laterais sempre no campo rival. Mas de nada adiantou tanta gente posicionada contra o Goiás, mesmo que o adversário tivesse apenas 10 homens em campo.

Sem conseguir encontrar os caminhos para criar oportunidades de gol, o cruzamento virou arma. E foram muitos. Segundo o SofaScore, site especializado em estatísticas, 55 bolas foram erguidas na área do Esmeraldino. Apenas nove encontraram o destino.

"Era a única maneira de entrar na zona de finalização. Eles (Goiás) estavam muito atrás. As duas linhas de quatro posicionadas na frente da área. Muito poucas vezes tivemos possibilidades de fora da área de frente para o gol. Tivemos chances de chegar por fora, ter presença. Não é algo planejado, não é algo que nos caracteriza, mas eles se fecharam e tentamos assim, com cruzamentos. Criar por baixo não era possível", disse o técnico Eduardo Coudet.

Com expediente adotado desde o primeiro tempo, no segundo o cenário de tensão cresceu. Atrás no placar e sem ameaçar realmente o gol de Tadeu, o Inter empilhou homens de ataque. Abel Hernández, que deveria ter atuado apenas por 60 minutos em razão da condição física, ficou o jogo inteiro. Leandro Fernández também entrou. Galhardo, titular do time que deveria ser preservado para Libertadores, foi colocado de forma emergencial.

E sofrendo pelos mesmos problemas ofensivos sempre, restou a Coudet uma alternativa única e diferente: Rodrigo Moledo como centroavante. Já nos momentos finais do jogo foi o zagueiro quem entrou para "povoar" a área do adversário.

"Foi uma situação de jogo. Era um momento em que era necessário atacar, o Inter estava realizando cruzamentos", disse o vice de futebol Alessandro Barcellos.

Mas nada disso adiantou. Abel Hernández foi quem esteve mais perto de marcar. Perdeu ao menos duas oportunidades de dar números iguais ao jogo. O Inter, quando tentou trocar passes, desperdiçou lances pelo bom posicionamento do Goiás. E ainda mostrou pouco da intensidade que pautou atuações recentes, com time estático e sem criar alternativas.

Ainda que tenha acertado 90% dos passes, a maioria deles foi trocada entre jogadores de defesa. O jogo terminou com 79% de posse de bola aos gaúchos, 15 finalizações, 12 escanteios, mas apenas três chances claras.

"Se tivéssemos feito um gol, talvez eles saíssem mais de trás", afirmou Coudet. "Não podemos acelerar o tempo. Terminamos o jogo com todas alternativas que tínhamos de ataque em campo. Não temos como acelerar o processo. São minutos e trabalho", completou.

Entre explicações para insistência sem sucesso pelo empate, Coudet disse que está satisfeito com o que tem disponível, mas reconheceu que o Inter "tem suas limitações".

O Colorado permaneceu em primeiro. Com 20 pontos, está dois na frente do Atlético-MG e do São Paulo. Os mineiros, porém, têm um jogo a menos na competição.


Fonte: Uol/ esporte


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