Sábado, 23 de Maio de 2020 - 07h33 - Atualizado em: Sábado, 23 de Maio de 2020
​Grêmio estipula preço por Everton e vê câmbio favorável para aceitar proposta menor
Direção liberou o Napoli para negociar com jogador
Foto: Divulgação

O Grêmio confirma que autorizou o Napoli a negociar com os representantes de Everton, mas garante que até o momento não recebeu nenhuma proposta oficial dos italianos pelo seu principal jogador.

O clube gaúcho, aliás, deixa claro que não aceita vender o camisa 11 por 25 milhões de euros (cerca de R$ 152 milhões, na cotação atual), como especulado na imprensa italiana.

O Tricolor estipulou um preço para abrir negociações: 30 milhões de euros (R$ 182 milhões).

Em termos absolutos, o valor é bem menor do que os 40 milhões de euros pretendidos anteriormente. Mas ainda assim o clube pode ganhar um pouco mais, em reais, se a negociação for fechada neste momento.

A explicação está na desvalorização do real frente ao euro. No final do ano passado, por exemplo, 40 milhões de euros eram equivalentes a R$ 180,5 milhões, na conversão direta. Ou seja, um valor menor do que o clube receberia por 30 milhões de euros atualmente.

O impacto da pandemia do coronavírus também tem um efeito na negociação.

O Grêmio sabe, e o presidente Romildo Bolzan Jr. já afirmou isso em entrevistas recentes, que as negociações de jogadores não serão realizadas no mesmo patamar de antes, quando o mercado começar a se movimentar novamente.

Os italianos rondam o futebol do Cebolinha desde 2019. Porém, há cerca de um mês, não há conversas entre os dirigentes do Napoli e o presidente Romildo Bolzan.

O Tricolor, todavia, liberou os europeus a conversar com os representantes de Everton para que as tratativas evoluam.

O Napoli, diga-se, não é o único clube que observa Everton, apesar da crise econômica enfrentada em função da pandemia.

O Everton, da Inglaterra, e o Borussia Dortmund, da Alemanha, também já manifestaram interesse no camisa 11. Mas, até o momento, também não apresentaram propostas

O Grêmio detém 50% dos direitos econômicos de Everton.

O restante é dividido entre o empresário Gilmar Veloz (30%), o investidor Celso Rigo (10%) e o Fortaleza (10%).

O contrato do jogador, renovado recentemente, vai até o final de 2023, com multa de 120 milhões de euros (R$ 729 milhões).


Fonte: Globoesporte.com


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