Terça-feira, 03 de Dezembro de 2019 - 11h55 - Atualizado em: Terça-feira, 03 de Dezembro de 2019
Inter mira vaga direta na Libertadores por folga nas primeiras semanas de 2020
Colorado tem briga direta com o SP
Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP

Uma vitória foi suficiente para praticamente garantir o Inter na próxima edição da Libertadores e, principalmente, fazê-lo mirar novos objetivos. A antes relegada, a vaga na fase de grupos do torneio, depois do 1 a 0 sobre o Botafogo, ficou ao alcance dos colorados, que podem conquistá-la com as próprias forças, sem depender de resultados paralelos. Para tanto, para começar, o time de Zé Ricardo precisa vencer o São Paulo, amanhã, no Morumbi.

A vantagem de classificar direto para a fase de grupos é ganhar uma folga maior para treinar nas primeiras semanas da temporada e, principalmente, escapar dos riscos de duas fases de mata-matas − o próprio São Paulo caiu em 2019 nesta etapa da Libertadores.

Se ganhar os três pontos na quarta-feira, o Inter passa o próprio São Paulo na tabela do Campeonato Brasileiro e fica com a última vaga direta. Daí, na última rodada, precisa manter a vantagem. O clube gaúcho joga contra o Atlético Mineiro no Beira-Rio. Já os paulistas fecham a sua participação no Brasileirão enfrentando o CSA, que chegará à última rodada já rebaixado, em Maceió.

“É importante (conquistar a vaga direta), com certeza. Mas o mais importante é a classificação para a Libertadores, seja para a pré ou para a fase de grupos direto. Isso sim é uma motivação especial para os jogadores”, enfatizou Guerrero, ontem.“O nosso objetivo é conquistar essa vaga direta. Vamos lutar por ela até o final”, continua Guerrero.

O centroavante, aliás, teve que responder mais uma vez sobre o interesse do Boca Juniors na sua contratação. E, de novo, evitou garantir a sua permanência no Inter em 2020. “Não tenho nada para falar (sobre o Boca). Estou focado nos últimos jogos do Inter, para alcançar a classificação na Libertadores. Com a derrota do São Paulo, melhoraram as chances de entrarmos na fase de grupo. Temos na quarta-feira um jogo difícil em que precisamos somar três pontos. Não tenho nada para falar a respeito (do Boca)”, disse.

Apesar de não falar abertamente sobre o assunto, os dirigentes colorados esperam que o assédio ao centroavante aumente após a última rodada do Brasileirão e acreditam que as chances de ele sair são reais. Para tirá-lo do Inter, o Boca, ou qualquer outro clube, teria que pagar 4,5 milhões de dólares, valor estipulado como cláusula rescisória no contrato do centroavante.


Fonte: Correio do Povo


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