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jul
06

Corrupção. O que eu tenho a ver com isso?

 

Esse é o lema de uma campanha que vem sendo desenvolvida já há bastante tempo pelo Ministério Público em todo o Brasil.

Quando falamos em corrupção logo nos lembramos dos nossos queridos governantes. Esquecemos, no entanto, que a corrupção envolve um campo muito mais abrangente.

Não adianta nos enchermos de razão ao criticar desvio de dinheiro público e tantas outras “maracutaias” que acontecem no nosso país, se no nosso dia a dia furamos fila, não devolvemos o troco que está errado, estacionamos em vagas para cadeirantes ou na faixa de pedestres, não damos lugar para um idoso sentar ou para passar a frente na fila do banco, usamos aquilo que não é de nossa propriedade, aceitamos dinheiro pelo nosso voto… E por aí vai.

Isso também é ser desonesto. Não interessa a grandiosidade do fato, mas a atitude em si.

Temos que esquecer definitivamente o lado negativo do “jeitinho brasileiro”. Não somos desonestos e nunca devemos ser. Se você não concorda com os governantes corruptos, então comece pelo seu cotidiano. Repense algumas atitudes, avalie. Não acabe sendo igualado a essa tropa de sanguessugas que estão espalhados por esse Brasil, tentando obter vantagem em tudo.

 

Aline Carbonera