Esta é uma expressão que se adapta bem ao caso Ronaldinho Gaúcho versus Flamengo. Para ter o meia-atacante de 31 anos na época, o time rubro negro prometeu mundos e fundos, só pelo status de contar com o jogador, que foi por duas vezes o melhor do mundo. Na época da negociação, também estavam na briga pelo o jogador, o Palmeiras de Felipão e o Grêmio, time onde o jogador foi revelado. Várias propostas, com supostos valores, foram soprados na imprensa.
Mas o que prevaleceu sob todo aparato da mídia nacional e mundial, foi mesmo o anúncio da presidente do time da Gávea, Patrícia Amorim, com a afirmação de que o “Gaúcho era Mengão”. Na coletiva oficial, não satisfeita apenas com anúncio do acerto, a presidente ainda anunciou salários, garantias e direito de imagens, que seriam pagos, mediante uma parceria com a empresa de investimento esportivo Traffic.
Foram esses mesmos valores que, nesta quinta-feira, 31 de maio, saíram a tona na imprensa, por meio de uma ação trabalhista que o jogador moveu contra o clube, destacando dívida com previdência, direito de imagens, além da falta de pagamento de cinco meses de salários, que somam mais de 40 milhões de reais.
O Flamengo, através da imprensa, já afirmou que não esperava uma atitude desta natureza do jogador, uma vez que, segundo dirigentes do clube carioca, o R10, como também é conhecido, teve seu comportamento blindado pelo clube, quando faltava a treinos e era flagrado em baladas antes de partidas oficiais.
O fato é que, a aparente falta de interesse de Ronaldo em treinos não justifica a promessa de mundos e fundos do clube para o jogador, valores que depois não puderam ser pagos. O Flamengo mostrou-se mais uma vez ser um clube apenas sonhador. Não pode pagar o que prometeu.
E isto já era previsto, uma vez que a parceira Traffic, ainda no ano passado, desfez a parceria para pagamento dos salários do jogador. Como diz a presidente Patrícia, “o Flamengo é maior”, e então deve ser maior que a dívida trabalhista. Qualquer time realmente grande não exaltaria em pagar.
Abraços,
Elvis Caetano
