Esta é a definição para o atual futebol brasileiro. Sem Calendário…segue a décadas o jeitinho brasileiro de ainda não ter um calendário que possa beneficiar time de forma justa clubes e jogadores, que acabam disputando sempre uma farça, e não uma competição que defina realmente o melhor.
O primeiro exemplo disso foi reparado já em janeiro, quando o Internacional teve que estrear no campeonato gaúcho, em uma partida válida pela quarta rodada, uma vez que uma semana depois iria estrear na disputa indireta da taça Libertadores da América. Lembrando que era um jogo da quarta rodada em uma quarta-feira, e a competição só iniciou no fim de semana seguinte.
Assim como ocorreu com o Inter, ocorre com vários clubes durante o ano. Neste fim de semana o técnico gremista Caio Junior lamentou em entrevista a Rádio gaúcha, o calendário não possibilitar um Grenal com times principais, já que o colorado foi com os reservas, enquanto o Grêmio foi de força máxima.
Jornalistas, comentaristas e especialistas esportivos garantem que o grande culpado chama-se Ricardo Teixeira, que a muitos anos comanda a CBF, Confederação Brasileira de Futebol. Concordo em partes, também possui culpa, mas os direitos televisivos, e cartolas dos próprios clubes também forçam um calendário desorganizado que faz com que um time dispute três competições ao mesmo tempo, além de deixar times de divisão inferiores sem disputar nenhuma vaga, e nem mesmo buscar algo para com a modalidade feminina, que nos últimos anos mostrou crescimento no futebol brasileiro e mundial.
A falta de calendário deixa um abismo ainda maior entre clubes. Tenhamos sorte, para que antes mesmo da Copa do Mundo, possamos ter um calendário que deixe digna uma disputa de um simples campeonato, mas que cada um seja em um período determinado, não monótono, e que possibilitem o descanso de jogadores, que com a falta de calendário iniciam uma disputa defendendo um clube e terminam beijando o escudo de outro.
Um abraço
Elvis Caetano