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jan
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Apagando incêndios

Já é rotina. Quando chega o verão, principalmente no mês de janeiro, o clima se torna um grande problema. Basta acompanhar na mídia.

Nos estados d0 Sul, inclusive na nossa região, a estiagem prejudica a produção agropecuária e o abastecimento de água para consumo humano. Os agricultores contabilizam os prejuízos e os moradores sofrem com o racionamento de água.

Já na região Sudeste, ao contrário, é o excesso de chuva que causa enchentes e deslizamentos. O resultado são pessoas perdendo seus pertences, casas, carros e o mais grave, em alguns casos perdendo a própria vida.

Para essa situação que se tornou comum, o poder público apenas age apagando os incêndios. Geralmente libera recursos emergenciais para ações rápidas a fim de resolver o problema no momento em que ocorre. No entanto isso não é suficiente, é preciso prevenir, e nesse sentido se percebe que pouco é feito.

A meteorologia antecipa todos os anos e é sabido o que nos espera, então por que não estar preparado para os períodos críticos? É uma constatação simples e óbvia, mas que não é colocada em prática.

Recursos existem, repare nos anúncios que os governos fazem nestas épocas. Mas pouco é investido no que realmente deveria, como recuperação das cidades e prevenção contra desastres naturais. Como sempre a maior parte dos recursos fica no bolso de pessoas corruptas.

Claro que certos fenômenos climáticos mais severos são mais difíceis de prever e agir para prevenir, mas enchentes e secas que são corriqueiras permitem um planejamento preventivo.

Se houvesse projetos de prevenção, como por exemplo, para armazenamento de água, drenagem e escoamento pluvial e monitoramento de áreas de risco, certamente as imagens tristes que estamos vendo agora seriam amenizadas. Do contrário, a cada ano vamos acompanhar tragédias e prejuízos anunciados e o poder público continuará apenas apagando incêndios.

 

Aline Carbonera