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jul
22

Saúde: o caos e descaso.

Neste mês de julho fui vítima de um problema que costumo noticiar através de minha atividade profissional. O mau atendimento em unidades de saúde. A falta de vontade de alguns profissionais, que, aproveitando-se do fato de serem concursados (achando que isso lhes torna eternos no cargo) despejam sua indiferença naqueles que estão aguardando uma mão amiga.

Costumo usar este espaço para me valer do “vale tudo”, sem me preocupar com as consequências, e que às vezes de maneira sensata, não são postadas aqui, mas vou ser bem sucinto em um caso específico.

Todos sabem que saúde, é sempre saúde, e não tem hora para surgir uma necessidade. No caso em questão (em que minha família foi vítima) o mau atendimento não foi de alguns “concursados” que, por vezes, desfilam pelos corredores da unidade central de saúde de Mondaí, mas sim de profissionais que estão lá por que prometeram zelar pela saúde do próximo.

O atendimento que necessitei não era para mim, adulto, saudável e capaz de suportar a espera, caso necessário. O descaso foi com minha filha, uma criança de um ano e meio, que não entende o que são fichas de atendimento, números de pacientes por dia e tampouco consegue exercitar paciência quando está doente.

Tive o “privilégio” de ser atendido por um profissional, que por algum motivo faz de tudo para que, em uma tarde, atenda apenas as fichas que lhe corresponde por algum contrato, não mostrando nenhum interesse em agilizar um atendimento já precário.

Que profissionais são estes que deixam crianças esperando, só para passar o tempo e dizer que está cumprindo com seu horário. Profissionais que ao chegar próxima a hora final do expediente, atendem como se estivessem realmente preocupados com o rápido atendimento. Que atendimento é esse? Lógico que o atendimento é assim em grande parte das unidades de saúde pelo Brasil afora, mas Mondaí teria condições de quebrar este tabu.

Falar bonito e dar tapa nas costas não é o que esperamos de uma unidade de saúde quando lá chegamos. Faltam pessoas de pulso forte, que resolvam e que decidam pelo melhor da saúde do próximo. Vale lembrar que como profissional de imprensa, poderia aqui “dar nome aos bois” e denunciar o descaso, porém, em forma de alerta aos que servirem o chapéu vou me reservar o direito de não revelar. Mas fica o “puxão de orelhas”, afinal, como cidadão, caso continue o descaso, meu dever é protestar e reivindicar melhor retorno de meus impostos.

 

Abraço

Elvis Caetano