Repercutindo a falta de pontaria dos “soldados” brasileiros na Copa América, que culminou com o carimbo precoce do passaporte de volta neste último domingo, frente à equipe Paraguaia me pergunto: – Será que estamos no caminho certo?
Meu objetivo não é criticar a atuação do selecionado brasileiro nesta competição, mas sim pensar no futuro esportivo, afinal competições internacionais acontecerão em nossa casa futuramente (Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e tantas outras).
Ao me deparar com aquelas cenas de jogadores cujo semblante apontava um excesso de confiança (que se converteu em fiasco) fico a me indagar:
- Se este é o esporte que mais recebe incentivo no Brasil (o país do futebol), se aqui é o maior laboratório de craques do mundo, porque não somos imbatíveis?
Respostas têm muitas. Alguns dizem que os jogadores (atletas) não são mais “soldados” desta nação, mas sim funcionários de uma empresa chamada CBF. Outros afirmam que por terem o rótulo de melhores jogadores do planeta, entram em campo de “salto alto”. O conhecimento popular alfineta de todos os lados, às vezes com hipóteses absurdas, outras com um fundo de verdade.
Eu prefiro acreditar no fato de que nenhum jogador com um pouco de “esperteza” faria corpo mole.
Justifico: Se, como em qualquer atividade, o interesse é financeiro e a promoção pessoal é o que vale, porque não usar os ventos da CBF a seu favor. Uma boa atuação frente a sua seleção, o esforço individual, o algo mais, o diferencial. Estas são qualidade que se expostas, durante um torneio internacional frente ao selecionado de seu país, me parece uma boa vitrine. Ou será que na hora de negociar seus “serviços futebolísticos” não conta nada o fato de ter sido titular da seleção e mais, ter sido o diferencial dentro de campo?
Se eu fosse jogador, sabendo que a carreira é curta e que os recursos adquiridos durante ela devem servir de trampolim para o “sustento” posterior, penso que seria um investimento bastante interessante suar a camisa a favor de meu país.
Pra finalizar pergunto: – Será que estamos nos preparando corretamente para a pressão que sofreremos dentro de nossa casa (quando de competições importantes)?
Se tratando de Seleção Brasileira de Futebol o técnico Mano Menezes quando interrogado sobre o assunto respondeu:
- Não quero que esta equipe chegue ao mundial do Brasil cambaleante. Quero que chegue convicta de que pode ser campeã. Quero que mostre ao mundo que aqui é a terra do futebol. Se eu sentir que não sou capaz de colocar esta equipe no caminho certo e sentir que continuamos cambaleantes, serei o primeiro a pedir um substituto.
Atenção jogadores e candidatos a heróis do hexa, corpo mole e excesso de confiança ficam guardados no armário do vestiário. Não é mestre Mano?
Comentem à vontade.
Matheus Gustavo Imhoff